domingo, 30 de outubro de 2011

Aula um pouco diferente da usual

 Como, foi discutido na aula presencial com a Prof Heloisa, ficou claro que havia a necessidade de uma intervenção que fizesse com que os alunos pudessem refletir sobre a sua realidade ou pelo menos sobre alguma situação que eles convivessem que poderia ser pensada de forma reflexiva. Partindo disso, tentei montar uma aula sobre um tema atual que pudesse interagir com a realidade deles, que foi “explosão de gás no Rio de Janeiro”. Pensei nesse tema, pois ao ver as imagens da explosão fiquei muito impressionado.
            No dia 19/10, comecei no primeiro momento de tratar de conteúdos básicos sobre potenciação, necessários para um entendimento de comparação que eu queria fazer ao final da aula. Com os conceitos de potenciação ensinados ou relembrados, comecei com algumas informações sobre botijão de gás, mostrando algumas curiosidades e riscos. Com isso pude trabalhar com eles o quão grande é uma explosão de um botijão de gás comparado com alguns quilogramas de dinamite. Tais comparações gerarão surpresas, exatamente o que eu queria, porem percebi que as mulheres não haviam se impressionado muito, foi então quando ao ver uma garrafa quase vazia de uma marca de refrigerante conhecida que uma aluna estava bebendo, tive a idéia de fazer a mesma comparação de energia que a aluna estava consumindo com a energia liberada pela explosão de alguns quilogramas de dinamite. Ainda dialoguei com eles sobre o falso marketing que é feito a respeito das informações nutricionais dadas em alguns alimentos, onde por exemplo, “2 cal” (duas calorias) é diferente de “2 kcal” (duas mil calorias).
            Agora é esperar os próximos encontros.

Rodrigo C. Gil

Primeiras ou impressões já tidas

Olá me chamo Rodrigo C. Gil e meu estágio começou no dia 31/08 em uma escola onde já conhecia anteriormente, que claramente ficou mais fácil ser aceito a estagiar. Trata-se de uma escola particular voltada para o Supletivo, localizada na xxx, em baixo da xxx, uma oficina de pneus no Centro de Campinas.
Na escola ministro aulas de matemática, física a nível médio, lecionando neste semestre para duas turmas aulas de matemática todas as quartas-feiras.
Comentários sobre o local tenho muitos. Um deles é poder lidar com alunos que variam de jovens de 17 anos a senhores de 60 anos. Jovens que ha dois anos não freqüentam um ambiente escolar e senhores que se encontram na mesma situação por volta de quatro décadas.
Lidar com uma sala de EJA é algo muito prazeroso, pois o professor, pelo menos no meu caso, consegue ministrar as suas aulas com maior facilidade.
Nota-se maior comprometimento entre os alunos mais velhos. Uma experiência de vida, que a meu ver, valoriza o conteúdo que esta sendo ensinado, mesmo que nunca seja utilizado.
Neste primeiro contato como estagiário tratei de seguir as recomendações da Prof. Heloísa, que no primeiro momento dentro da escola, deveríamos ir em busca do Projeto Político Pedagógico (PPP) e, para minha surpresa a escola não possuía nada e, mais surpresa ainda foi a Diretora me perguntar se eu gostaria de elaborar um.
Este foi o primeiro dia de aula de uma turma que comecei a ministrar a disciplina de matemática, por isso escolhi este dia como o primeiro dia do Estagio. Neste dia me apresentei e dialoguei com eles a respeito dos métodos de avaliação e exposição das aulas.
Agora é esperar os próximos encontros.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aluno: ser ativo ou passivo?

Logo no começo do curso, debatemos sobre os modelos de ensino. Vimos o modelo mecanicista, que joga toda responsabilidade da educação da criança e do adolescente para o professor e estabelece o aluno como um ser passivo. Foi um modelo amplamente criticado nas nossas discussões, mas que reconhecemos ser o mais aplicado pelas escolas.

Meu estágio está sendo com alunos do Ensino Médio de uma escola particular em Vinhedo. O PPP dessa escola é muito interessante, muito bem articulado, muito bem escrito e coloca como bases teóricas da escola Vygotsky e Piaget. O aluno é colocado como um eterno aprendiz, e reponsável pela sua educação.
Uma das propostas do professor de História que estou acompanhando nesse semestre é que utilizando a divisão que o material apostilado dos alunos oferece, os alunos se reúnem em grupos e cada grupo apresenta um capítulo dessa apostila. O restante da classe deve ir para a aula coma leitura prévia do capítulo, de forma que o grupo que está apresentando o seminário possa fazer uma abordagem diferente e mais profunda de alguns conceitos históricos. Achei uma maneira muito boa de fazer os alunos se envolverem com a matéria e desenvolverem um pensamento diferenciado em relação ao que é apresentado pelo material e pelo próprio professor.
Mas o que aconteceu na prática não foi tão bom assim. Os grupos se prendiam ao mesmo modelo de apresentação e usavam apenas a apostila como fonte de pesquisa. E a cada apresentação, o professor dava dicas de como fazer um seminário diferente, quais eram as intenções desses trabalhos, pedia a opinião dos alunos que tinham lido o capítulo, dos que não tinham, e dava uma noa final que valia como avaliação contínua.
Os alunos tem tarefas para todas as aulas, que são os exercícios dos capítulos trabalhados ou resumo dos capítulos que vão ser trabalhados. Mas mesmo com os alunos do último ano do Médio, a grande maioria não faz.
No segundo ano, foi feita uma assembleia com os alunos, professores, coordenador do Ensino Médio e alguns pais. Foi estabelecido um acordo: os professores e a coordenação mudavam alguns aspectos e os alunos melhoriam a conduta em sala de aula (conversas, principalmente) e se propunham a fazer as tarefas. O coordenador, essa semana, pediu para os representantes de sala conversarem com a turma, porque a parte dos professores e da coordenação estava sendo feita, mas não havia comprometimento da sala, e ele esperava uma proposta por parte dos alunos. Não chegaram a uma conclusão, mas alguns dos alunos alegavam que cada aluno tinha que ser responsável por si mesmo, e que essas assembleias não eram necessárias.

Durante nossas discussões sobre modelos de escola em Estágio II, concordamos que o aluno deve ser um ser ativo da sua educação. A escola - pelo menos por parte do professor de História - se propõe a aceitar o aluno como ser ativo, e não passivo. Mas parece que os alunos não querem isso. Parece quase que essa educação formal não significa tanto para eles. Isso foi algo chocante que eu não esperava encontrar: alunos descrentes do processo de aprendizagem. Como fazê-los entender que são responsáveis pela sua própria educação, e mais ainda - como fazer com que os alunos acreditem na educação?

Mara Ferreira

sábado, 15 de outubro de 2011

Motivação - Introdução

O tema motivação é para mim muito instigante, pois essa é uma questão que já parei para refletir em vários momentos da minha vida. O tema já é interessante por si mesmo, pois está relacionado à inúmeras atividades que realizamos durante todo o dia. Estudar o tema aplicado ao ensino me parece ainda mais proveitoso, pois pode auxiliar professores e direção de escolas a lidarem da melhor forma com seus alunos de forma a potencializar a motivação e proporcionar um melhor desempenho.

Através de experiências com escolas publicas do estado de São Paulo, observei que existe uma falta de interesse de muitos alunos pelos estudos e por isso defendo que existe urgência na necessidade de estudos relacionados a esse tema. Considero que o papel de professores e profissionais ligados à educação com relação à motivação dos alunos em estudar é muito relevante e que sua compreensão de fatores que colaboram com a desmotivação é necessária, a fim de saberem como ameniza-los.

O estudo que pretendo fazer engloba a leitura de artigos relacionados ao tema motivação, estudo de Vygotsky e acompanhamento de uma sala de aula de ensino médio.

Para iniciar o estudo, li um artigo muito interessante, seu nome é: Motivação para aprendizagem escolar: possibilidade de medida, de Luciana Gurgel Guida Siqueira e Solange M. Wechsler, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Nesse artigo, as autoras levantam alguns pontos que quero aqui destacar.

No início do artigo, as autoras trazem algumas definições gerais de motivação, que podem ser percebidos em alguns trechos abaixo:

- motivação leva uma pessoa a fazer algo, mantendo-a na ação e ajudando-a a completar tarefas (Pintrich & Schunk, 2002)
- Segundo Murray (1986), a motivação representaria "um fator interno que dá inicio, dirige e integra o comportamento de uma pessoa (p. 20).
- vincula a motivação a uma energia interna
- Para Garrido (1990), a motivação é um processo psicológico, uma força que tem origem no interior do indivíduo e que o empurra, o impulsiona a uma ação.”

E ainda:

De acordo com Pintrich e Schunk (2002) uma definição de motivação deveria englobar alguns elementos: a noção de "processo", ou seja, a motivação é um processo e não um produto, dessa forma não pode ser observada diretamente, mas pode ser inferida a partir de alguns comportamentos. As metas têm a função de oferecer um ímpeto para a direção da ação do sujeito, e cujo ponto principal seria o de que os indivíduos sempre têm algo em mente, que buscam atrair ou evitar ao realizar uma ação; a necessidade de uma atividade física (esforço, persistência e outras) e/ou mental (ações de natureza cognitiva como o pensar, planejar, avaliar, etc) e por fim, o último elemento seria relacionado ao fato da motivação iniciar e sustentar uma ação.

As definições que tratam como “algo interior” me chamaram atenção, pois falam de algo do ser humano que não é facilmente visível. Além disso, existem vários fatores que podem estar relacionados à essa “energia interna” e que nem sempre são facilmente identificados. Com a leitura desses trechos percebi que não é uma tarefa simples analisar a motivação de alunos em uma sala de aula.
Além disso, o texto também trabalha um pouco sobre motivação intrínseca e extrínseca, trazendo as seguintes definições:

Um aluno extrinsecamente motivado é aquele que desempenha uma atividade ou tarefa interessado em recompensas externas ou sociais,

Um aluno motivado intrinsecamente, ao contrário, é aquele cujo envolvimento e manutenção na atividade acontece pela tarefa em si, porque é interessante e geradora de satisfação, (...) fontes geradoras deste tipo de motivação. A curiosidade, o desafio, o controle sobre a ação e a fantasia.“

O texto ainda fala que “existem muitas dúvidas entre os pesquisadores sobre a relação entre motivação intrínseca e extrínseca

O texto também fala que quando se pensa em motivação para a aprendizagem é preciso considerar as características do ambiente escolar. O ambiente escolar possui características muito singulares e que podem influenciar na motivação das pessoas e não é possível analisar motivação desconsiderando tais características.

De forma, geral, os estudos realizados sobre motivação para a aprendizagem permitiram apontar uma série de fatores que podem afetar a motivação do estudante: as expectativas e estilos dos professores, os desejos e aspirações dos pais e familiares, os colegas de sala, a estruturação das aulas, o espaço físico da sala de aula, o currículo escolar, a organização do sistema educacional, as políticas educacionais, e principalmente as próprias características individuais dos alunos (Deci, Spiegel, Ryan, Koestner & Kauffman, 1982; Deci & Ryan, 1985a,.Pintrich & Schunk, 2002 e Marquesi, 2004).
(...)
Dessa forma, estudar a motivação para a aprendizagem envolve a compreensão de um complexo sistema de fatores que se inter-relacionam, operando em conjunto na motivação do aluno. "


Essa parte eu achei sensacional e percebi que está relacionada ao tipo de análise que gostaria de fazer com relação ao estágio que tenho feito em uma escola nesse semestre. Estou frequentando periodicamente uma escola publica de ensino médio e tenho observado fatores relacionados ao tema. Pude perceber alguns aspectos muito interessantes com relação à comparação das aulas de física e de outras disciplinas e quero lista-los aqui.

Primeiramente observei que os alunos nas aulas de física são muito interessados em aprender, o que me surpreendeu bastante. Fiquei muito admirada, pois geralmente a disciplina física assusta os alunos e não desperta interesse. As aulas de física são muito respeitadas, os alunos prestam atenção, participam, realizam as atividades, ouvem o professor e interagem de acordo com a proposta colocada pelo professor.

Observando algumas poucas aulas uma coisa se tornou muito evidente: o professor é excelente. E isso não só observando suas aulas, mas através de comentários como de outros professores e até mesmo a diretora dizendo que ele é ótimo, excelente professor.

Suas estratégias de ensino são excelentes, sua relação com os alunos é excelente, sua simpatia, interação, forma de abordagem, incentivo, forma de responder os alunos e o respeito pelos alunos chamam muito a atenção de quem observa de fora.

E nesse sentido, tenho pensado em observar qual a influencia do professor sobre a motivação dos alunos.

Como já citado anteriormente, o artigo trata que: “De forma, geral, os estudos realizados sobre motivação para a aprendizagem permitiram apontar uma série de fatores que podem afetar a motivação do estudante: as expectativas e estilos dos professores”

Acredito que nesse caso, a influência do professor é muito grande.
Além disso, já pude observar outros fatores como: o ambiente escolar é bom, a estrutura não é ótima, mas é boa, a merenda é boa, a relação entre os alunos e entre funcionários e alunos é muito boa, o ambiente parece de família. Isso com certeza pode ter alguma relação com a forma como os alunos desenvolvem sua motivação.

Mas mesmo nesse ambiente escolar, acho proveitoso fazer a análise dentro da sala e mais restrita a ela, pensando mais na influência do professor na motivação.
Houve uma situação em que uma aluna sugeriu para a professora que não tivesse a ultima aula de quinta feira e que ela pudesse ir embora e a professora aceitou. Achei isso bastante desrespeitoso, uma vez que acredito que o professor deve valorizar a aprendizagem e consequentemente valorizar suas próprias aulas.

Já o professor de física tem um tratamento diferente com relação a isso. Ele trata as suas aulas com uma seriedade exemplar. Elas são sempre de quinta feira e alguns alunos acabem indo embora, mas muitos ficam para assistir. Como a diretora mesmo afirmou, as suas aulas são as únicas que acontecem na última aula de quinta, pois nas outras aulas todos os alunos vão embora.

Pretendo então observar essa turma com relação à sua motivação e tentar analisar a influência de outros fatores nessa motivação, ressaltando principalmente o papel do professor.


Priscila G. Gomes

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Primeiras Impressões

Meu estágio será feito em uma escola municipal de Itatiba-SP. Vou trabalhar com as crianças de um 6º ano, juntamente com a professora de Geografia.
Meus outros 3 estágios supervisionados foram feitos na mesma escola, então a minha relação com a coordenação e direção é ótima. A professora de Geografia, a Sílvia, também sempre me dá carta branca para realizar as atividades com os alunos.
Como as aulas são de 4ª feira, minhas idas à escola estão escassas pelos feriados que ocorreram às 4ª feiras.
O que pude observar até o momento foi que as crianças são um tanto hiperativas, mas participativas. O método utilizado pela professora não é o de somente passar a matéria na lousa e esperar que eles copiem e façam os exercícios. Ela interage com os alunos e propõe atividades alternativas.
Os alunos estão trabalhando com o tema da atmosfera, biosfera e hidrosfera. Atividades de desenho com a percepção do entorno da criança foram utilizadas para que a professora conseguisse observar o grau de aprendizagem dos alunos.

Tenho muitas expectativas e algumas idéias para trabalhar o tema com as crianças. Espero poder começar a trabalhar com os alunos, de forma efetiva, já na próxima 4ª.

Gabriela.

sábado, 8 de outubro de 2011

Documentário

Pessoal segue o link de um documentário sobre as escolas do Brasil....é bom para ver no FDS.....abraços


http://www.youtube.com/watch?v=74jokEl7RQ4

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Prática GoalBall


Boa tarde, caro leitor.
Acabamos de chegar do estagio... Ufa..hoje foi um dia muito complicado para trabalhar com as crianças devido ao calor que fez hoje pela manha aqui em Campinas,entretanto nosso cronograma de atividade está sendo respeitado.Descreveremos hoje as aulas  de numero 2 e 3.
Em nossa ultima postagem apresentamos algumas regras e vídeos sobre o goalball (modalidade criada para pessoas com deficiência visual).Nessa postagem que começamos a escrever contaremos algumas atividades realizadas com objetivo de aproximar as crianças dessa nova modalidade para que as crianças realizem uma boa vivencia .

Na segunda aula teórica apresentada para as crianças trabalhamos as principais regras do goalball e o implemento (bola como gizo) utilizado. A bola de goalball é um produto importado  da Alemanha (preço aproximado de 500,00 reais) como trabalhamos na área realizamos algumas economias par compra uma, pois acreditamos ser um bom investimento.Lembramos que muitas escolas não possuem e podem adaptar o problema com uma solução bem simples :Envolver a bola de basquete com sacolinhas de plástico.
Após conhecerem familiarizarem-se com o esporte e suas características, desenvolvemos a primeira atividade pratica.
Atividade 1
Colocamos todas as crianças na quadra da escola vendadas e as dividimos em três  grupos  que foram dispostos em diferentes lugares em quadra.Após combinarem um som para cada grupo, misturamos todas as equipe e pedimos  para que eles se agrupassem novamente em qualquer ponto da quadra.A única maneira que poderia usar para se comunicarem seria o som previamente combinado.
OBS:Segundo os alunos foi uma experiência fora do normal..algo jamais vivido por eles nessa aula conseguimos realizar apenas essa pratica devido ao tempo deixado para que os alunos nos relatassem a experiência vivida e o formato de organização para que conquistasse o objetivo . Muitos ficaram surpresos com o desenvolvimento da audição de um deficiente visual 
Aula 3
Nesse aula começamos a organizar e proporcionar as crianças uma maior movimentação com  a venda e sendo orientada por um colega.
Atividade1
Em duplas os alunos deveriam orientar um dos colegas que está vendado a buscar um objeto colocado aleatoriamente em qualquer parte da quadra.
Atividade 2
Ainda em duplas os alunos deveriam pegar o mesmo objeto da atividade anterior, entretanto, o colega da dupla ficaria próximo ao objeto e ficaria gritando a palavra ´´EU´´(palavras utilizadas pelos atletas para sinalizar que estão naquele lugar,para evitar colisões )


A aceitação das crianças em relação ao projeto é absoluta....está superando nossas expectativas

Primeiro Contato com a Escola

      Meu Nome é Rafael estou trabalhando em uma escola  estadual em campinas.
A escola fica situado em uma Região Rural de campinas,  a escola é pequena e tem o ensino desde o Ensino Fundamental e Médio.
     Na verdade eu trabalho como professor de matemática desde o começo do ano de 2011, trabalho com os 7º anos do ensino fundamental e também com Reforço Paralelo e Contínuo.
   A minha primeira impressão que tive da escola foi de um lugar acolhedor, todos integrantes da equipe escolar foram muito receptivos e educados e me deixaram bem confortável. Em minha primeira aula fiquei um pouco ansioso antes de entrar na sala mas quando entrei já me senti melhor, afinal no primeiro dia vieram poucos alunos e conseguir bater um papo e fazer uma atividade mais tranquila. O tempo vai passando e eu vou conhecendo os alunos e vejo que muitos tem dificuldade e alguns tem bastante facilidade como qualquer lugar, mas na verdade até hoje tenho um pouco de dificuldade de perceber se o aluno não vai bem nas provas e atividade porque não se envolve com os estudos, ou se realmente tem dificuldade por outros motivos. Para a recuperação paralela e contínua, os professores dos outros anos e eu escolhemos os alunos que acreditamos que tem dificuldade que vão participar, é nessa hora que conheço melhor os alunos já que eu fico bem mais próximo deles do que no Período Normal. Alguns Alunos não deveriam estar ali mas eles costumam ser indisciplinados dentro da sala de aula e por isso o professor já não sabe qual é sua situação em relação a conhecimentos matemáticos. Nesse Momento sempre comunico a direção escolar sobre isso e eles tentam comunicar os responsáveis do aluno para tentar melhor a atitude  dele dentro da sala de aula, e felizmente muitos desses melhoraram sua postura e consequentemente seu rendimento escolar. 
      Durante minha graduação, muitas vezes me perguntei por que os alunos tinham tanta dificuldade em matemática, mas o hoje dentro da escola eu percebo que isso é um pouco diferente, pois os alunos que costumar ir bem em matemática  vão bem na maioria das outras e infelizmente o contrario também é valido. E o que esses alunos tem em comum? pela minha pequena experiencia eu vi que em toda Reunião ou convocação dos Pais, são os pais desses alunos presentes. São esses pais que ligam para escola sem ser chamados para saber como o filho esta indo na escola. Acredito que para melhorar o ensino devemos trazer os pais para dentro da escola cada vez mais, pois a grande motivação da criança é ter algo para dizer  para parabenizar, dar atenção ao que ela faz e aprende. 


Rafael Takahashi