Características do estágio e da escola
O estágio está ocorrendo em uma escola da Região de Campinas Leste. Meu vínculo é de professor contratado do estado e espero continuar minhas atividades após o término do ano.
Pelo seu aspecto de me proporcionar a oportunidade de já dar aulas contratado mesmo antes de terminar a faculdade esse “estágio” está se encaixando muito bem em minha formação. É a primeira oportunidade que estou tendo de juntar os aprendizados teóricos da faculdade com a pequena experiência que tive com a primeira matéria de estágio, na qual eu fazia observação. Agora sou eu o responsável por colocar em prática tudo que vi, tanto nas matérias de matemática quanto nas matérias de pedagogia.
A principal preocupação que tenho é de não ser mais um daqueles professores que vão à escola apenas para fazer o que é mandado, mas sim para, realmente, ajudar os alunos a saírem dali com um algo a mais aprendido na escola.
A escola fica situada numa área rural, com muitos sítios e chácaras, fazendo parte de uma comunidade, aparentemente, carente. Distante da cidade – possuindo escassos meios de transporte ligando cidade e comunidade – a maior parte das pessoas passam a maior parte de seu tempo dentro do próprio bairro.
A escola em que dou aulas é a única do bairro, e também a maior atração da comunidade, realizando alguns eventos em fins de semanas, abertos para todos. Sendo assim, os alunos passam a maior parte do dia juntos, já ingressando na escola se conhecendo. Passam as férias juntos, sendo, uns para os outros, uma grande influência, dentro e fora da escola.
Ingressei na escola já ficando responsável por dez aulas no ensino Regular, sendo elas para duas 6ª séries – 7º anos – do ensino fundamental. Cada sala tem aproximadamente 35 (trinta e cinco) alunos. Além dessas aulas, fiquei encarregado, também, por mais 10 (dez) aulas de Reforço, na qual vão alguns alunos recomendados pelas professoras que trabalharam com os alunos no ano anterior e ao longo do ano eu coloquei e retirei alunos do reforço.
No começo tive um pouco de dificuldade de adaptação e receio ao dar as aulas, devido à falta de experiência, mas com o tempo passei a adquirir confiança e a me acostumar e os alunos também se acostumaram comigo. A confiança que adquiri foi muito importante para lidar com alguns tipos de situação, me ajudando a estar preparado para ser firme com os alunos, estando eu, e não eles, com o controle de qualquer situação dentro da sala de aula.
Inquietações e intervenções
Durante as minhas aulas, tanto no reforço como na sala, e que me incomodava bastante era que os alunos não conseguiam interpretar problemas matemáticos, sempre que passavam algum problema para eles resolverem sozinhos eles liam e me perguntavam “é de menos ou de mais”, sem conseguir descobrir o que deviam fazer apenas lendo o problema. Para tentar resolver esse problema, antes de resolver o exercício eu lia junto com eles e tentava relacionar o que o problema pedia com o que eles estão acostumados, como um problema que envolve soma eu relaciono a ganhar e subtrair a perder, e também junto com eles ao terminar de ler eu perguntava que conta temos que fazer alguns alunos respondiam e ao passar do tempo mais alunos respondiam e depois disso eles resolviam os exercícios. No reforço eu percebia que os alunos já estavam com maiores problemas em interpretar então sempre antes dos problemas eu ajudava eles a interpretar e quando tinham que fazer sozinhos eles tinham que escrever o que deviam fazer (que conta deviam fazer) e porquê.
Outra coisa que me incomodou foi falta do significado de frações, os alunos quando viam frações mal sabiam ler elas quanto mais saber o que significavam. Precisei reforçar o significado com eles e também relacionar com problemas envolvendo situações onde frações apareciam. Quando usava a frações com exercícios envolvendo frações de pontos de um campeonato de futebol ou então coleções de figurinhas eles começaram a se interessar mais e desenvolver melhor o significado.
Mudanças e Conclusão
Houve uma melhora na interpretação dos problemas, os alunos agora conseguem resolver bastantes deles sem minha ajuda e também começaram a enteder melhor as frações que antes eram números em cima de outro sem significado. Concluindo, o trabalho realizado na escola está sendo bastante produtivo para mim e, acredito, que para os alunos também. Consegui me adaptar e ganhar segurança e confiança para executar o trabalho. Os alunos também ganharam confiança em mim e isso ajudou muito.
Rafa,
ResponderExcluirno começo dá um friozinho na barriga mesmo! É muita responsa, mas depois é uma delicia ir ganhando a confiança e o controle da sala! Bacana você ter conseguido resultados positivos com uma disciplina em que as pessoas (eu sou uma delas) têm tanta dificuldade como a matemática!
bjs,
Bruna
Ok, Rafael...Deixarei comentários sobre o seu relatório no Ensino Aberto. Veja lá depois.
ResponderExcluirHeloísa